*** em construção ***



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

BILLY WILDER - Estados Unidos (*)


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FILMOGRAFIA:

1981 - Amigos, Amigos, Negócios a Parte (Buddy Buddy)
1978 - Fedora
1974 - A primeira página (Front page, The)
1972 - Avanti... Amantes à Italiana (Avanti!)
1970 - A vida íntima de Sherlock Holmes (Private life of Sherlock Holmes, The)
1966 - Uma Loura por Um Milhão (The Fortune Cookie)
1964 - Beija-me, Idiota (Kiss Me, Stupid)
1963 - Irma La Douce (Irma La Douce)
1961 - Cupido Não Tem Bandeira (One, Two, Three)
1960 - Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment)
1959 - Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot)
1957 - Testemunha de Acusação (Witness for the Prosecution)
1957 - Águia Solitária (The Spirit of St. Louis)
1957 - Um Amor na Tarde (Love in the Afternoon)
1955 - O Pecado Mora ao Lado (The Seven Year Itch)
1954 - Sabrina (Sabrina)
1953 - Inferno nº 17 (Stalag 17)
1951 - A Montanha dos Sete Abutres (Ace in the Hole)
1950 - Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard)
1948 - A Mundana (A Foreign Affair)
1948 - Valsa do imperador (Emperor Waltz, The)
1945 - Farrapo Humano (The Lost Weekend)
1945 - Death Mills
1944 - Pacto de Sangue (Double Indemnity)
1943 - Cinco covas no Egito (Five graves to Cairo)
1942 - A incrível Suzana (Major and the minor, The)
1939 - Ninotchka (roteiro)
1934 - Mauvaise gaine



Samuel Wilder nasceu em Sucha, Áustria, hoje Polônia, em 22 de junho de 1906. Filho de hoteleiro, abandonou a Universidade de Viena depois de estudar Direito por um ano, para ser repórter de um importante jornal da capital. Em seguida, foi para Berlim, onde continuou trabalhando como jornalista e fez suas primeiras incursões no cinema, colaborando como roteirista. Sua primeira experiência cinematográfica foi no semidocumentário de Robert Siodmak "Menschen am Sontag", de 1929, em cujos créditos também estavam Curt Siodmak (co-roteirista), Edgar G. Ulher (co-diretor), Fred Zinnemann e Eugene Shuftan (fotógrafos). De 1929 a 1932, colaborou no roteiro de 11 filmes. Com a ascensão do nazismo ao poder, em 1933, teve que abandonar a Alemanha devido as suas origens judaicas. Viveu alguns meses na França, já sonhando em fazer carreira em Hollywood, e co-dirigiu e co-escreveu um filme estrelado por Danielle Darrieux, "Mauvaise Graine". Em 1934, chegou aos Estados Unidos e, depois de algumas dificuldades com a língua, conseguiu tornar-se conhecido como roteirista, principalmente após a união profissional com o roteirista Charles Brackett. Juntos, escreveram grandes sucessos: "Meia-Noite", de 1939, de Mitchel Leisen, "A Oitava Esposa do Barba Azul", de 1938, "Ninotchka", de 1939, ambos de Ernst Lubistch, e "Bola de Fogo", de 1942, de Howard Hawks.
A primeira oportunidade com a direção surgiu com "A Incrível Susana", de 1942. Durante a décade de 40, dirigiu filmes escritos em parceria com Brackett e produzidos por este. Essa parceria rendeu vários êxitos artísticos e comerciais. "Pacto de Sangue", de 1944, foi o único filme de Wilder nessa época a não ter a assinatura de Brackett e sim do escritor policial Raymond Chandler. O filme era um thriller noir, cínico e amoral, mas os dois grandes êxitos do período foram "Farrapo Humano", de 1940, e "Crepúsculo dos Deuses", de 1950.
No primeiro, Ray Milland vive um escritor fracassado e alcóolatra que durante um final de semana tenta se livrar do vício, mas acaba tendo que empenhar a máquina de escrever e roubar a bolsa de uma mulher para comprar bebida, até ir parar na enfermaria de um hospital. A dupla Wilder-Brackett adaptou o romance de Charles R. Jackson, mas modificaram o fim para torná-lo mais comercial. A impressionante cena do delirium tremens e a surpreendente transformação de Ray Milland durante o filme, são os grande trunfos deste drama impressionante, vencedor do Oscar de Filme, Diretor e Ator.
"Crepúsculo dos Deuses" é a indiscutível obra-prima do cineasta, uma sátira ácida a Hollywood, estrelada pela ex-musa do cinema mudo Gloria Swanson, no papel de uma decadente ex-estrela que procura voltar à glória através de um roteirista frustrado que se torna seu amante (William Holden). O filme conta copm surpreendentes aparições de Erich Von Stroheim (famoso diretor do cinema mudo), Buster Keaton e Cecil B. De Mille. No ano em que "A Malvada" foi o grande vencedor do Oscar, Wilder conseguiu os Oscar de Direção de Arte e Roteiro, e marcou o fim de sua parceria com Brackett.
"A Montanha dos Sete Abutres", de 1951, é considerado o filme mais forte do diretor, no qual Kirk Douglas interpreta um repórter sem escrúpulos que explora deliberadamente a trágica situação de um homem preso numa mina. Foi sucesso de crítica mas fracasso nas bilheterias.
Aos poucos, Wilder foi se mostrando um hábil, cínico e certeiro comentarista do american way of life: o arrivismo a qualquer custo que chega até ao assassinato: o estrelato e a sua degeneração e o jornalismo (inspirado em suas experiências na juventude) como componente perverso do sistema americano.
"Inferno 17", seu filme seguinte, uma comédia dramática passada num campo de prisioneiros durante a Segunda Guerra, foi grande sucesso de público e rendeu o Oscar de Melhor Ator para William Holden.
Com a mesma habilidade com que abordava o drama e a crítica social, Wilder também mosdtrava-se um excelente maestro de comédias sofisticadas, como "Sabrina", de 1954, estreçlada por Audrey Hepburn, Humphrey Bogart e William Holden, ou "Amor na Tarde", de 1957, com Audrey Hepburn e Gary Cooper. Em "Testemunha de Acusação", de 1958, ele adaptou para as telas a célebre peça teatral de Agatha Christie, estrelada por Marlene Dietrich e Charles Laughton em ótimas atuações.
Wilder transformou Marilyn Monroe numa competente comediante em "O Pecado Mora ao Lado", de 1955, e depois em "Quanto Mais Quente Melhor", de 1959, estrelado por ela, Jack Lemmon e Tony Curtis, onde os dois atores, após presenciarem um assassinato, são obrigados a se travestir de mulheres para fugirem dos gangsters. Eles arrumam emprego num orquestra só de mulheres e conhecem a ingênua Sugar, vivida por Marilyn, que sonha casar-se com um milionário. O filme é um marco da comédia maliciosa.
A partir de "Amor na Tarde", Wilder inicia um período de parceria com o roteirista I.A.L. Diamond. "Se Meu Apartamento Falasse", de 1960, uma comédia dramática no qual Jack Lemmon é um homem que empresta seu apartamento para os encontros amorosos do seu patrão e a amante, em troca de promoção, mas quando ela tenta o suicídio e ele a socorre, ambos se apaixonam. Foi o último grande êxito do cineasta, premiado com Oscar de Filme, Direção e Roteiro Original.


(*) nascido na Áustria porém cineasta e roteirista do cinema norte-americano



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