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domingo, 22 de agosto de 2010

FAUSTO - 1926


Título Original: Faust
Direção: F. W. Murnau
País De Origem: Alemanha
Ano De Lançamento: 1926
Gênero: Drama / Terror / Fantasia
Duração: 1h 56Min
Idioma: Mudo


SINOPSE:

Baseado na famosa peça de Goethe, Fausto é um velho alquimista que vê sua cidade ser assolada pela peste negra. Vendo tanta morte, começa a pensar sobre sua própria finitude. Ele então evoca Mefistofeles (Emil Jannings), e lhe pede sua juventude de volta e eterna. O demônio a garante, em troca da alma de Fausto. Tudo parecia perfeito, até este se apaixonar por uma jovem italiana. Marco absoluto no cinema alemão, é o último filme de Murnau no país.


ELENCO:

Emil Jannings
Gösta Ekman
Camilla Horn
Frida Richard
William Dieterle



Inspirado em Goethe, "Fausto", trouxe até efeitos especiais

O F. W. Murnau de “Nosferatu” conseguiu reinventar o cinema mais uma vez apenas quatro anos depois de lançar o filme de terror. “Fausto”, inspirado na peça de Goethe, é um espetáculo estilístico sem precedentes. Em plena era do expressionismo alemão, levou a estética a outro nível ao criar uma atmosfera sinistra com a ajuda da feição dos personagens, dos enquadramentos, dos efeitos especiais e, claro, dos cenários. Aliás, aí está o valor de “Fausto”: seus efeitos especiais causaram pavor em 1926 e têm força para assustar ainda hoje.

Pela história, já se pode imaginar que seria necessário construir cenários mirabolantes e criar um ambiente único. “Fausto” conta a história de um embate entre o Diabo (chamado Mephisto) e um anjo. Mephisto aposta que conseguirá corromper a alma do mais puro dos homens, Fausto, e o anjo lhe promete o controle da Terra caso consiga. Mephisto lança uma praga na cidade onde Fausto mora, e se oferece para ajudá-lo, com uma condição: quando toda a areia da ampulheta passar para o outro lado, será seu servo.

Mephisto prossegue dando a Fausto tudo que deseja. Primeiro, auxilia-o a curar as pessoas, que logo se voltam contra o curandeiro ao perceber sua aversão a cruzes. Mephisto dá a Fausto sua juventude de volta, transformando-o em um belo jovem. Tomando proporções épicas, o filme mostra Fausto viajando pelo mundo e se apaixonando pela jovem Gretchen, em uma cadeia de eventos que deixará Mephisto cada vez mais próximo de seu objetivo.

“Fausto” propõe uma discussão sobre o mais básico dos antagonismos, mas certamente o mais fascinante deles: o bem contra o mal. Foi o último filme em alemão feito por Murnau, que depois iria para Hollywood para fazer “Aurora” (1927), que dividiu com “Asas” o primeiro Oscar de Melhor Filme da história do cinema. Apesar de inspirada na peça de Goethe, a história também empresta elementos da lenda de Fausto, que inspirou a peça. A direção de arte ajuda a criar o tom de fábula que a lenda pede, além de dar espaço ao drama e à tragédia vindos do teatro.

Não há dúvida que F. W. Murnau foi um dos cineastas que mais revolucionou o cinema desde o seu início. Se hoje nos impressionamos com efeitos especiais que permitem recriar dinossauros aterrorizantes, conduzir espaçonaves gigantescas pelo espaço, entre outras fantasias, é em parte por conta do trabalho deste alemão. Por: Ricardo Prado


Onde encontrar: CINE-CULT-CLASSIC

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