*** em construção ***



domingo, 22 de agosto de 2010

O BARBA RUIVA - 1965


Título Original: Akahige
Direção: Akira Kurosawa
País De Origem: Japão
Ano De Lançamento: 1965
Gênero: Drama
Duração: 3h 05Min
Idioma: Japonês


SINOPSE:

No Japão do século XIX, Toshirô Mifune é o doutor Dr. Kyojio Niide, mais conhecido como o "Barba Ruiva", que irá ensinar ao jovem médico recém graduado Dr. Yasumoto (Yuzo Kayama) o verdadeiro significado de ser um doutor; ver além dos pacientes, conhecer as verdadeiras pessoas que entregam suas vidas à sua atenção, em mais uma bela lição de vida do mestre Kurosawa na última parceria com o ator Mifune.


ELENCO:

Toshirô Mifune
Yûzô Kayama
Tsutomu Yamazaki
Reiko Dan
Miyuki Kuwano
Kyôko Kagawa
Tatsuyoshi Ehara
Terumi Niki
Akemi Negishi
Yoshitaka Zushi
Yoshio Tsuchiya
Eijirô Tôno
Takashi Shimura
Chishû Ryû
Haruko Sugimura

Dos filmes que assisti do mestre Akira Kurosawa (até o momento 3), tive o privilégio de me deliciar com O Barba Ruiva (Akahige) de 1965, estrelado por Toshiro Mifune e o ator/cantor Yuzo Kayama .
Ambientado no século XIX, o filme narra a história de um jovem e arrogante médico Noboru Yasumoto (Yuzo Kayama) que por algumas intervenções burocráticas é mandado a serviço numa clínica publica, localizada num bairro muito pobre. Lá, a sua prepotência será moldada pela sabedoria e piedade do Doutor Niide, apelidado de “Barba Ruiva” (Toshiro Mifune, numa interpretação magistral).
Dependendo da ótica, pode-se tomar vários tipos de interpretações como os problemas políticos e sociais da época, a miséria humana existente (roubo, prostituição), porém, me situei na perspectiva da transformação de um ser humano, no caso o personagem de Yuzo Kayama. De um jovem arrogante e interesseiro, torna-se um profissional que veste a camisa de médico. Numa cena em que o personagem de Yuzo se nega em comer a refeição da clínica, o personagem de Toshiro diz: “Aprendendo a mastigar, a comida torna-se saborosa. Da mesma forma, qualquer coisa na vida: exercitada torna-se prazerosa”.
Na capa do DVD diz que o filme é considerado um "testamento divino para humanidade”. De é fato é algo divino, magnífico espetacular. Poderia citar muitas cenas e situações do filme que partem do hilário até dramático, mas quero despertar no leitor o desejo de ver o filme e não de contar detalhe por detalhe. A trilha sonora de Masaru Sato é simples, porém bela. Ao exemplo de Bergman, Kurosawa valoriza as emoções humanas, junto de magníficas interpretações. - Roberto (Fonfagu)


Onde encontrar: CINE-CULT-CLASSIC

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