*** em construção ***



domingo, 22 de agosto de 2010

RASHOMON - 1950


Título Original: Rashômon
Direção: Akira Kurosawa
Roteiro: Akira Kurosawa e Shinobu Hashimoto, baseado em contos de Ryunosuke Akutagawa
Produção: Minoru Jingo
Gênero: Drama/Mistério/Suspense
Origem: Japão
Ano de lançamento:1950
Música: Fumio Hayasaka
Fotografia: Kazuo Miyagawa (P/B)
Direção de arte: H. Matsumoto
http://www.imdb.com/title/tt0042876/ - 8.4/10


Sinopse:

Durante uma forte tempestade, um lenhador, um sacerdote e um plebeu procuram refúgio nas ruínas do Portão de Rashomon. O sacerdote conta os detalhes de um julgamento que testemunhou, envolvendo o estupro de uma mulher e o assassinato do marido dela, um samurai. Não se sabe se ela foi estuprada ou consentiu com o ato. Se ele havia sido assassinado ou se suicidado por causa da desonra. O fato é reconstituído quatro vezes, de acordo com o ponto de vista de quem o estava contando, incluindo o próprio criminoso e, através de um médium, a própria vítima, defendendo a tese (várias vezes copiada) de que ninguém vê o mesmo fato exatamente como as outras pessoas o vêem. A relatividade da verdade e a inútil tentativa do ser humano de buscar a verdade é a base de Rashomon.


Elenco:

Toshirô Mifune - Tajômaru
Machiko Kyô - Masako Kanazawa
Masayuki Mori - Takehiro Kanazawa
Takashi Shimura – o Lenhador
Minoru Chiaki – o Sacerdote
Kichijirô Ueda – o Plebeu
Fumiko Honma – a Medium
Daisuke Katô – o Policial


Principais prêmios e indicações:

Festival Internacional de Cinema de Veneza (1951) – Recebeu o Leão de Ouro e Italian Film Critics Award (Akira Kurosawa).

Prêmio Oscar Honorário (1952).

Oscar (1953) – Indicado na categoria de melhor direção de arte em preto e branco (So Matsuyama e H. Motsumoto).

Blue Ribbon Awards (1951) – Venceu na categoria de melhor roteiro (Akira Kurosawa e Shinobu Hashimoto).

Mainichi Eiga Concours (1951) – Venceu na categoria de melhor atriz ([Machiko Kyô)

National Board of Review (1951) – Venceu nas categorias de melhor diretor (Akira Kurosawa) e melhor filme estrangeiro (Japão).

BAFTA (1953) – Indicado na categoria de melhor filme de qualquer origem (Japão).

Directors Guild of America (1953) – Indicado na categoria de realização diretorial ressaltável no cinema (Akira Kurosawa).



Através de um médium, o samurai falecido alega que, após o estupro, o bandido pediu para que sua mulher fugisse com ele. Ela aceitou e pediu ao bandido para que matasse seu marido, de modo que ela não se sentisse culpada por ter sido desonrada por dois homens. O bandido, chocado pelo pedido, a segurou e deu ao samurai a escolha de deixá-la partir ou matá-la. - "Nesse ponto", reconta o samurai morto, "eu quase perdoei o bandido."

O filme é baseado em dois contos de Ryūnosuke Akutagawa ("Rashomon” fornece a ambientação, enquanto “Yabu no Naka” determina os personagens e a trama). Pode-se dizer que Rashomon introduziu Kurosawa e o Cinema do Japão às platéias do Ocidente, sendo este filme considerado uma de suas obras primas. O filme tem uma estrutura de narrativa não-convencional que sugere a impossibilidade de obter a verdade sobre um evento quando há conflitos de pontos de vista. Tanto no inglês como em outras línguas, "Rashomon" se tornou um provérbio para qualquer situação na qual a veracidade de um evento é difícil de ser verificada devido a julgamentos conflitantes de diferentes testemunhas. Na psicologia, o filme emprestou seu nome ao chamado "Efeito Rashomon".

No filme Inside the Edges, o cineasta alemão Werner Herzog disse que o filme Rashomon está tão perto da perfeição quanto um filme pode conseguir.

Rashomon foi pioneiro em diversas técnicas cinematográficas, como fotografar diretamente o sol e utilizar-se de espelhos para refletir a luz do sol na face dos elenco. A luz natural foi aproveitada para realçar os vários caminhos da floresta, como que refletindo os vários caminhos da história, e a caracterização das personagens partindo do exterior para o interior delas, ou seja, o meio interferindo no ser humano.

Enquanto Kurosawa e os atores estavam esperando que os sets de filmagens fossem concluídos, eles assistiram um filme sobre a África que incluía tomadas de um leão perambulando pela savana, e Kurosawa sugeriu a Mifune que ele interpretasse o bandido como um leão. Como resultado, Mifune deu ao papel uma atuação selvagem e quase inumana.

Há uma extensa e detalhada página na wikipedia sobre o filme Rashomon incluindo impacto e influências, uso simbólico da luz, conteúdo simbólico e alegórico, influência na filosofia, referências em outros trabalhos de ficção e outras informações bem interessantes, vale a pena conferir.


Onde encontrar: CINE GRÁTIS / DON'T PANIC

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