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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

TESTEMUNHA DE ACUSAÇÃO - 1957




Título Original: Witness for the Prosecution
Direção: Billy Wilder
Produção: Arthur Hornblow Jr.
Roteiro: Billy Wilder, Harry Kurnitz , baseado em peça teatral de Agatha Christie.
Gênero: Policial/Mistério/Suspense
Origem: EUA
Ano de lançamento: 1957
Música: Matty Malneck
Fotografia: Russell Harlan
Edição: Daniel Mandell
Direção de Arte: Alexandre Trauner
P/B
http://www.imdb.com/title/tt0051201/ - 8.3/10


Sinopse:

Baseado num conto da famosa escritora Agatha Christie, "Testemunha de Acusação" é um grande filme de tribunal que mostra a luta de um advogado que, mesmo contrariando recomendações médicas e tendo todas as evidências contra seu cliente, decide ir até o fim para livrá-lo da acusação de ter assassinado uma rica viúva a fim de se beneficiar com o seu testamento. O único álibi do réu é o testemunho da sua esposa, Christine, que torna a tarefa do advogado praticamente impossível ao aceitar em ser testemunha não da defesa, mas da acusação.


Elenco:

Tyrone Power - Leonard Stephen Vole
Marlene Dietrich - Christine Helm Vole
Charles Laughton - Sir Wilfrid Robarts
Elsa Lanchester - srta Plimsoll
John Williams - sr. Brogan-Moore
Henry Daniell - sr. Mayhew
Ian Wolfe - sr. Carter
Torin Thatcher - sr. Myers
Norma Varden - Emily Jane French
Una O'Connor - Janet McKenzie
Francis Compton - Juiz
Philip Tonge - Inspector Hearne
Ruta Lee - Diana


Principais prêmios e indicações:

Oscar 1958 (EUA) - Recebeu seis indicações, nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor ator (Charles Laughton), melhor atriz coadjuvante (Elsa Lanchester), melhor edição e melhor som.

Globo de Ouro 1958 (EUA) - Venceu na categoria de melhor atriz coadjuvante (Elsa Lanchester). Indicado nas categorias de melhor filme - drama, melhor ator de cinema - drama (Charles Laughton), melhor atriz de cinema - drama (Marlene Dietrich) e melhor diretor de cinema.

BAFTA 1959 (Reino Unido) - Indicado na categoria de melhor ator estrangeiro (Charles Laughton).

Prêmio Edgar 1958 (Edgar Allan Poe Awards, EUA) - Indicado na categoria de melhor filme.


“Que filme notável ...”


Adaptação minuciosa e sensacional da peça homônima de Agatha Christie, que reuniu um elenco primoroso. A direção de Wilder é perfeita, e os grandes destaques ficam por conta dos atores europeus: o inglês Charles Laughton que está magnífico no papel de Sir Wilfrid Robarts; a alemã Marlene Dietrich também divina como a esposa que testemunha contra o marido (numa cena chave chega a enganar até mesmo o espectador); e a inglesa Elsa Lanchester, o terceiro grande nome deste filme, não fica atrás ao interpretar a implacável Srta. Plimsoll.

As cenas de Laughton com Lanchester, sua mulher na vida real, são engraçadíssimas e os truques utilizados por ele para enganá-la são um capítulo à parte. Todo o elenco principal está muito bem, inclusive Power, que geralmente em papéis de galã, está bem interpretando o acusado. Repare na impagável cena do julgamento em que a governanta Janet ( Una O'Connor ) depõe contra Leonard Vole; além de muito engraçada, a forma que Wilfrid encontra para o júri desacreditá-la é fenomenal.

Personagens cativantes com atores excelentes demonstrando que adaptações podem ser muito bem feitas e criativas. Porém, é o roteiro inteligente e bem humorado, repleto de reviravoltas, suspense e momentos de grande tensão que o transformaram num grande clássico.

Billy Wilder faz com o espectador um jogo de enganação tão eficiente quanto é afiado seu humor ácido e sarcástico.
Como de praxe, o grande mérito do diretor não são planos fabulosos, seqüências que entraram para a história do cinema ou experimentos narrativos. São os diálogos (Wilder faz, em muitos momentos, quase um teatro filmado, com câmera estática). E Laughton está particularmente à vontade recitando as pérolas de ironia, respondendo a cada insinuação ou observação. Nada passa impune ao senso crítico e ao humor do famoso advogado. Algumas dessas pérolas são dignas de entrarem para a uma seleção antológica de bons argumentos.

Uma vez a atriz Anne Bancroft comentou como era possível que "Crepúsculo dos Deuses" e "Quanto Mais Quente Melhor" tivessem saído do mesmo cérebro, se referindo à genialidade de Billy Wilder, um dos poucos e talvez o melhor a realizar dramas e comédias com a mesma categoria. No caso de “Testemunha de Acusação” ele fez os dois num filme só. Coisa de mestre.

Onde encontrar: DON'T PANIC / CINE GRÁTIS

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