*** em construção ***



sexta-feira, 3 de setembro de 2010

8 MULHERES – 2002


Título Original: 8 Femmes
Título em inglês: 8 Women
Direção: François Ozon
Roteiro: François Ozon e Marina de Van, baseado em peça teatral de Robert Thomas
Produção: Olivier Delbosc e Marc Missonier
Gênero: Suspense/ Musical/ Comédia
Origem: França/ Itália
Ano de lançamento: 2002
Música: Krishna Levy
Fotografia: Jeanne Lapoirie
http://www.imdb.com/title/tt0283832/ - 7.0/10


Sinopse:

Interior da França, década de 50. Numa casa de campo envolta pela neve, o patriarca Marcel é encontrado morto com uma faca nas costas. Na casa, há 8 mulheres: sua esposa, as duas filhas, sua sogra, sua cunhada, a irmã, a velha cozinheira e a nova camareira. Tem início um longo dia de investigação. Surgem discussões, traições e revelações. Cada uma delas tem suas razões e esconde segredos insuspeitos.


Elenco:

Danielle Darrieux - Mamy
Catherine Deneuve - Gaby
Isabelle Huppert - Augustine
Emmanuelle Béart - Louise
Fanny Ardant - Pierrette
Virginie Ledoyen - Suzon
Ludivine Sagnier - Catherine
Firmine Richard - Madame Chanel
Dominique Lamure - Marcel, o marido


Principais prêmios e indicações:

No Festival de Berlim ganhou o Urso de Prata de Contribuição Artística e o Prêmio "Berliner Morgenpost" (François Ozon), além da indicação ao Urso de Ouro de Melhor Filme.
Recebeu 12 indicações ao Cesar, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Revelação Feminina, Melhor Fotografia, Melhor Desenho de Produção, Melhor Trilha Sonora, Melhor Figurino, Melhor Som e Melhor Roteiro. No Oscar foi o representante francês para melhor filme estrangeiro.

Mais algumas premiações:
Chlotrudis Awards – ganhou o Prêmio do Público de Melhor Atriz (Isabelle Huppert), e indicação a Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Elenco
European Film Awards – ganhou o Prêmio de Melhor Atriz para todo o elenco e foi indicado ao Prêmio do Público de Melhor Diretor e Atriz (Isabelle Huppert e Fanny Ardant) e aos Prêmios do Juri de Melhor Filme e Roteiro
Lumiere Awards, France – ganhou o Prêmio de Melhor Diretor
Prêmio dos Críticos Russos – ganhou o de Melhor Atriz (Isabelle Huppert)
Étoiles d´Or – ganhou o Prêmio de Melhor Atriz (Isabelle Huppert) e Compositor (Krishna Levy)


As canções (todas receberam arranjos musicais dos anos 50):

Ludivine Sagnier - Papa t'Est Plus Dans l'Coup de Sheila
Isabelle Huppert - Message Personnel de Françoise Hardy
Fanny Ardant - A Quoi Sert de Vivre Libre de Nicoletta
Virginie Ledoyen - Mon Amour, Mon Ami de Marie Laforêt
Firmine Richard - Pour Ne Pas Vivre Seule de Dalida
Emmanuelle Béart - Pile Ou Face de Corinne Charby
Catherine Deneuve - Toi Jamais de Sylvie Vartan
Danielle Darrieux - Il n'y a pas d'Amour Heureux de Georges Brassens.


François Ozon realiza aqui a proeza de reunir várias gerações do cinema francês (e que ganhou, pelo desempenho conjunto, o Urso de Prata em Berlim) numa comédia musical cativante, que presta uma homenagem ao cinema hollywoodiano dos anos 50 e fez mais de quatro milhões de espectadores na França.

O filme é baseado numa peça teatral de Robert Thomas que fez sucesso nos anos 70. Danielle Darrieux, Catherine Deneuve, Fanny Ardant, Isabelle Huppert, Emanuelle Béart, Virginie Ledoyen, Ludivine Sagnier e Firmine Richard são as oito mulheres presas pela neve numa casa de campo, incomunicáveis com o exterior e às voltas com o corpo apunhalado do chefe da família. Ao lado do jogo de suspeitas e especulações em que Ozon envolve o espectador - cada uma delas teria seus motivos para o assassinato - o filme, sem pretender em momento algum tornar-se sério ou edificante, aborda sutilmente temas como a fragilidade dos laços afetivos, a relatividade dos valores sociais, a permanência da luta de classes, o poder do dinheiro e as estratégias do erotismo.

Os números musicais contribuem para revelar a vida interior de cada personagem, pela delicada interpretação e pela escolha das canções. Para os fãs de Catherine Deneuve e Fanny Ardant, a cena em que as duas se atracam no tapete, passando da agressividade à atração erótica, é antológica, impecável até no jogo de cores dos vestidos (Pasqualine Chavanne assina os figurinos, inspirado nas coleções de Dior e nos filmes americanos do pós-guerra).

Além de uma bela fotografia e cenas que parecem verdadeiras pinturas em movimento, a relação entre música, figurinos, personagens e o fato que estão contando é perfeita, e cenograficamente maravilhosa.
Só isso já vale o filme. É uma aula de design, linguagem cinematográfica e, principalmente, de direção de arte.


Onde encontrar: DON'T PANIC / CINE GRÁTIS

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