*** em construção ***



sexta-feira, 3 de setembro de 2010

HIROSHIMA MEU AMOR – 1959


Título Original: Hiroshima Mon Amour
Direção: Alain Resnais
Roteiro: Marguerite Duras
Gênero: Drama / Romance / Guerra
Origem: França / Japão
Ano De Lançamento: 1959
Música: Georges Delerue / Giovanni Fusco
Fotografia: Michio Takahashi / Sacha Vierny
IMDB 7.9 / 10


Sinopse:

Através de seu amor por um homem de outra raça, um japonês, atriz Francesa evoca o passado e outra paixão condenada: a relação com um oficial Alemão durante a ocupação.
Viagem pelo tempo e pela memória , o desejo e a impossibilidade de esquecer, com argumento de Marguerite Duras.

Elenco:

Bernard Fresson
Eiji Okada
Emmanuelle Riva
Pierre Barbaud
Stella Dassas

Sobre:

O mote para a Nouvelle Vague, movimento cinematográfico Francês dos finais da década de 50 idealizado ferozmente por um grupo de críticos vindos na maior parte da Cahiers Du Cinema, fartos do artificialismo barato de um certo cinema e inspirados por verdadeiros autores, dai a criação da política dos autores, como Jean Renoir, Orson Welles,Alfred Hitchcock...e muitos outros, foi dado com Jean-Luc Godadrd com o libertador "O Acossado", por François Truffaut com o nostálgico "Os Incompreendidos", e com o mais lírico, o mais desesperadamente belo, poético e um dos filmes mais urgentemente Românticos já realizado: "Hiroshima Meu Amor" de Alain Resnais.

Em Hiroshima, um homem e uma mulher perdem-se de amores, ela é atriz, está lá a rodar um filme e partirá para o seu país no dia seguinte, ele mora em Hiroshima e no dia seguinte nunca mais a verá.

Ela vive em Paris uma vida que não quer viver, ela conta o seu passado até ai aprisionado e insondável ao homem como forma de eternizar um amoe condenado, ele não quer continuar a sua rotina de pai de família, ele quer largar tudo e ficar com a mulher.

A mulher é "Nevers", o homem é "Hiroshima" e o filme fica como o canto mais profundo, mais sensível, o mais louco e terminal que o movimento libertário francês nos ofereceu no seu período dourado... sobretudo porque a irrisão temporal, narrativa, enfim a sua total liberdade e pureza surgue revestida, investida em uma sensação de apocalipse nascente da proeminente impossibilidade de um amor...os sentimentos, os gestos, os olhares, os corpos estão suspensos e assombrados pelo fantasma do fim e do consequente regresso a uma normalidade desprezível.
E o fato de este amor acontecer nesta cidade contamina o filme com uma gravidade simbólica inafastável.

E depois, claro: como nos filmes de Godard, como nos filme de Truffaut, como nos filmes mais representativos da Nouvelle Vague, onde poderemos incluir Chabrol, Rivette ou Rohmer e outros, sente-se que o que se está a ver e a sentir é inidentificável, híbrido, como a inocência das primeiras vezes.

Hiroshima Meu Amor tem a beleza assustadora das coisas que não duram, tem a mais bela cena de amor já filmada, a mais arrepiante voz-off, um final enigmático...Hiroshima Meu Amor é o mais belo poema "Nouvellevaguiano", e é um dos mais apaixonantes objetos artísticos, uma das experiências mais transformadoras já executadas.

É um filme para habitar, para nos deixar perder nos seus labirintos, na sua vibração interior...
por Roberto (Fonfagu)

Onde encontrar: CINE GRÁTIS / CINE-CULT-CLASSIC

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