*** em construção ***



quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O PIANO – 1993


Título Original: The Piano
Direção: Jane Campion
Roteiro: Jane Campion
Produção: Jan Chapman
Gênero: Drama/ Romance
Origem: Austrália, França, Nova Zelândia
Ano de lançamento: 1993
Música: Michael Nyman
Fotografia: Stuart Dryburgh
Edição: Veronika Jenet
Direção de Arte: Gregory Keen
Figurino: Janet Patterson
http://www.imdb.com/title/tt0107822/ - 7.5/10


Sinopse:

Segunda metade do século XIX. Muda desde os seis anos de idade, Ada McGrath deixa sua terra natal, junto com a filha Flora, para uma viagem até a Nova Zelândia, onde irá conhecer o homem com quem deverá casar-se, em matrimônio arranjado pela família.
Morando numa pequena propriedade na floresta, rodeado de nativos Maori, Alisdair Stewart, o noivo, recusa-se a transportar o piano de Ada, que fica abandonado na praia.
O vizinho, George Baines compra o instrumento argumentando ter interesse em aprender música, quando, na verdade, é Ada a fonte de seu desejo. Obrigada pelo marido e com vontade de voltar a tocar, Ada aceita dar aulas de piano a Baines, não recuando mesmo quando descobre suas reais intenções.

Holly Hunter tocou piano ela mesma na maior parte das cenas.


Elenco:

Holly Hunter - Ada McGrath
Harvey Keitel - George Baines
Sam Neill - Alisdair Stewart
Anna Paquin - Flora McGrath
Kerry Walker - tia Morag
Geneviève Lemon – Nessie
Tungia Baker Hira
Ian Mune - Reverendo
Peter Dennett – Marinheiro Chefe


Premiações:

Recebeu mais de 50 premiações, incluindo 3 Oscars e a Palma de Ouro do Festival de Cannes, além de outras 25 indicações. Principais prêmios e indicações:

Oscar 1994 (EUA) - Venceu nas categorias de melhor atriz (Holly Hunter), melhor atriz coadjuvante (Anna Paquin) e melhor roteiro original (Jane Campion).
Ao total foram oito indicações incluindo o de melhor filme.

Globo de Ouro 1994 (EUA) - Recebeu o prêmio de melhor atriz drama (Holly Hunter).
Indicado nas categorias de melhor filme drama, melhor diretor (Jane Campion), melhor atriz coadjuvante (Anna Paquin), melhor roteiro e melhor trilha sonora.

BAFTA 1994 (Reino Unido) - Venceu nas categorias de melhor atriz (Holly Hunter), melhor figurino e melhor desenho de produção. Recebeu outras sete indicações, nas categorias de melhor filme, melhor diretor (Jane Campion), melhor fotografia, melhor edição, melhor roteiro original, melhor trilha sonora e melhor som.

Prêmio César 1994 (França) - Venceu na categoria de melhor filme estrangeiro.

Festival de Cannes 1993 (França) - Ganhou a Palma de Ouro (Jane Campion) e o prêmio de melhor atriz (Holly Hunter).

Academia Japonesa de Cinema 1995 (Japão) - Venceu na categoria de melhor filme estrangeiro.

Independent Spirit Awards 1994 (EUA) - Venceu na categoria de melhor filme estrangeiro.

Prêmio Bodil 1994 (Dinamarca) - Venceu na categoria de melhor filme não-americano.

Prêmio NYFCC Awards 1993 (EUA) - Venceu nas categorias de melhor diretor (Jane Campion), melhor atriz (Holly Hunter) e melhor roteiro.

Festival de Vancouver 1993 (Canadá) - Venceu na categoria de filme mais popular.

Círculo de Críticos de Cinema de Londres (Inglaterra) – Venceu nas categorias filme do ano e atriz do ano (Holly Hunter).

Festival Robert de Copenhague (Dinamarca) – Recebeu o Robert de melhor filme estrangeiro.

Associação dos Críticos de Cinema da Argentina – Recebeu o Condor de Prata de melhor filme estrangeiro


O Piano é um filme de atriz. Holly Hunter consegue passar toda a fúria e desejo da personagem. Podemos ver no filme não apenas o mudismo físico, mas a dor de alguém que não consegue ser ouvido, tendo seus desejos freqüentemente amputados.
As cenas de sexo de Holly com Harvey Keitel foram filmadas com densidade e extrema sensibilidade.

Anna Paquin, então com apenas 11 anos de idade, fez um perfeito contraponto à interpretação de Holly Hunter, mostrando-se completamente a vontade em seu papel e recebendo merecidamente o Oscar de melhor atriz coadjuvante.

No desenrolar da história, somos levados freqüentemente a impressões totalmente contraditórias sobre os personagens. Se em um momento a protagonista Ada desperta desprezo por alguma atitude, logo em seguida essa mesma mulher se torna a criatura mais digna de compaixão, e isso vale para Baines, Stewart e até para a pequena Flora, aproximando os personagens da natureza humana, contraditória e mutável, mostrando que todas as ações humanas, sejam elas movidas por boa ou má fé, sempre geram conseqüências, muitas vezes inesperadas e dolorosas.

A fotografia chama atenção por transmitir a atmosfera sufocante em que os personagens estão envoltos. As imagens escuras e carregadas parecem aumentar ainda mais a sensação de angústia crescente no desenrolar da trama.
A trilha sonora, por sua vez, constitui um episódio à parte. Com peças compostas pelo veterano instrumentista Michael Nyman, por ser uma história com tanto destaque para o piano, as melodias causam um efeito incrível no filme.

Enfim, um drama sensível e totalmente digno de ser apreciado. Com tantos pontos positivos, fica difícil não incluí-lo em qualquer lista de filmes obrigatórios.

Fontes: IMDB, wikipedia, cinema com rapadura



Onde encontrar: DON'T PANIC / CINE GRÁTIS

Nenhum comentário:

Postar um comentário